Governança
Regras escritas, tribunais que funcionam e cargos que nenhuma pessoa controla sozinha.
Serenissima, uma plataforma da Mercatoria
Um lugar feito para durar,
para famílias que pretendem o mesmo.

Nos séculos V e VI, enquanto o domínio romano no Ocidente chegava ao fim, exércitos atravessaram repetidamente o norte da Itália. Famílias das cidades de terra firme, entre elas Aquileia, Altino e Pádua, mudaram-se para as ilhas da laguna: lama e pântano, até então morada de pescadores e salineiros.
Em 537, o estadista romano Cassiodoro escreveu aos tribunos marítimos da laguna, no primeiro registro escrito dos povoados. Evocou as suas casas dispersas sobre a água, tornadas firmes pelo cuidado de quem as construiu.
Aqui, à maneira das aves aquáticas, fixastes a vossa morada.

Fontes: Britannica, Venice: history; History of the Republic of Venice, origens; Cassiodoro, Variae XII.24, tradução de Thomas Hodgkin, 1886.
Segundo a tradição, a laguna escolheu o seu primeiro doge em 697. A república durou até 1797. A partir do século XII, o seu órgão supremo foi o Grande Conselho, formado pelas famílias patrícias da cidade, e o doge que ele elegia exercia o cargo por toda a vida, vinculado por um juramento que limitava o que podia fazer.
Antes de 1268, o cargo passara seis vezes de pai para filho. A partir de 1268, o conselho escolheu cada doge em dez etapas de sorteio e votação, e nenhuma família podia ocupar dois lugares numa mesma etapa.
A eleição de um doge, tal como fixada em 1268
O Grande Conselho Qualquer membro com trinta anos ou mais podia ser sorteado. Seguem-se dez etapas.

Fontes: Britannica, doge; Great Council of Venice; o fim da república, 12 de maio de 1797; Mowbray e Gollmann, Electing the Doge of Venice, 2007; Molinari, How the Republic of Venice Chose Its Doge, 2020; Merriam-Webster, ballot.
Veneza acolhia os recém-chegados nos seus próprios termos. A partir de 1228, os mercadores alemães viviam e comerciavam no Fondaco dei Tedeschi, junto ao Rialto, em aposentos atribuídos por um funcionário veneziano.
A Serenissima apresenta famílias a novas cidades que as acolhem da mesma maneira. Em cada uma, procura quatro coisas.
Regras escritas, tribunais que funcionam e cargos que nenhuma pessoa controla sozinha.
Proteção na lei e na estrutura: compromissos acordados com o Estado anfitrião antes de qualquer construção.
Conversas reservadas, e apenas mediante apresentação.
Cidades concebidas para serem vividas por gerações, à escala humana e em materiais duradouros.
Cada cidade está sujeita à lei do seu país anfitrião. O que uma família pode fazer ali, em matéria de residência ou outra, define-se em privado, com os seus próprios advogados.
Fonte: Fondaco dei Tedeschi.
A Serenissima trabalha por apresentação. Cada conversa é privada e é conduzida pessoalmente por um parceiro respeitado no país anfitrião da cidade.

Serenissima, uma plataforma da Mercatoria